segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O ESPAÇO RURAL NO PASSADO

  No final do XIX, no Brasil, havia muito mais habitantes no campo do que na cidade. A maioria das pessoas morava em grandes fazendas que produziam, principalmente, cana-de-açúcar, cacau e café. Porém a maior riqueza do Brasil, na época, provinha da venda de café para outros países, pois esse produto era muito apreciado na Europa.
  Assim, os fazendeiros, chamados de cafeicultores, tornaram-se homens muito ricos e poderosos.
  O café não é uma planta brasileira. Ela veio de uma região da África chamada Etiópia.
  Os mercados italianos e árabes foram os primeiros a levar esse produto para a Europa. Depois o café passou a ser plantado e comercializado no Brasil.
  O café passou a ser plantado, no Brasil, no Vale do Paraíba, nos estados do Rio de Janeiro e de  São Paulo.
Os fazendeiros utilizavam ainda os escravos para trabalhar nos cafezais. Moravam nas suas propriedades, onde construíram suas casa luxuosas, com móveis ingleses, louças e cristais importados, pianos, e muito mais. Diversas  dessas sedes de fazendas, como eram chamadas existem até hoje. 

VALE DO PARAÍBA E OESTE PAULISTA

  Numa fazenda a muito trabalho a ser feito. Ele começa assim que o sol surge, e só termina quando ele se põe - por isso, a expressão ''trabalhar de sol em sol''. Além disso, é um trabalho duro e pesado, exigindo muito esforço físico, em condições difíceis, no calor ou no frio, com sol  ou chuva. Durante a maior parte do século XIX, os fazendeiros usaram os escravos. Mais tarde, as fazendas que foram abertas no oeste de São Paulo começaram a usar a mão de obra de trabalhadores livres, que vinham da Europa, os imigrantes.
  Nessas fazendas não se produzia apenas café. Havia outras atividades que garantiam a sobrevivência de seus moradores. Produziam-se milho, arroz, feijão, batata, cana-de-açúcar, algodão, tabaco, velas de sebo, sabão, farinha de mandioca e fubá. Pode-se dizer que se produzia tudo oque era necessário para a sobrevivência dos moradores da fazenda. Produtos como o sal, a pólvora e o ferro, porém, tinham de ser adquiridos com outros lugares.
  Quem quisesse comprar alguns produtos estrangeiros também poderia esperar a visita de um mascate, que era um vendedor ambulante que, de vez enquanto, aparecia na fazenda oferendo leques pintados, tecido e outros produtos.
  Na fazendo também existiam oficinas. Nelas eram produzidos talheres de madeira, roupas e sapatos para os trabalhadores, pregos, machados, enxadas, entre outros objetos e instrumentos.
  Para dar conta de todas essas atividades, os espaços de uma fazenda tinha de ser bem distribuídos.

O CAFÉ E O DESMATAMENTO

   O café, plantado principalmente na região do Rio de Janeiro e São Paulo provocou, ao longo dos anos, mudança na paisagem natural, transformando florestas em campos agrícolas.
   O desmatamento de floresta era comum naquela época e não era considerado um problema. O que realmente importava era ampliar as áreas de cultivo, já que o café era um produto que gerava riqueza, modernidade somente para alguns.
  Por isso, a produção cafeeira foi uma das principais responsáveis pela derrubada da Mata Atlântica, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Isso ocorreu porque alguns fazendeiros cariocas perceberam que o plantio desse produto era atualmente rentável quando realizado em terras de florestas naturais recém-queimadas.
  No final do século XIX, de acordo com relatos de viajantes da época, os incêndios em florestas eram tão intensos que, as vezes, durante dias, ou mesmo meses, mal se podia ver o sol.
  As queimadas para o plantio de café não foram as únicas responsáveis da Mata Atlântica. O desmatamento também foi causado pela necessidade de se produzir lenha para alimentar as locomotivas, usadas para transportar o café do interior até o porto de Santos.  

    

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